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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Rodrigo Pederneiras celebra a trajetória na dança e os 40 anos do Grupo Corpo

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Rodrigo Pederneiras celebra os 40 anos do Grupo Corpo em 2015 (Foto: José Luiz Pederneiras)

A família é o alicerce na vida do indivíduo, e na família Pederneiras essa premissa foi e continua sendo levada a sério. Há quatro décadas, a família trabalha unida: Paulo é o diretor artístico da companhia, Pedro, o diretor técnico, Gabriel, coordenador técnico, Miriam, uma das assistentes de coreografia, e André, técnico de palco. Para o coreógrafo do Grupo Corpo há 40 anos, Rodrigo Pederneiras, o valor que isso representa é indiscutível. “O Corpo não seria quem é sem a solidariedade da família e dos amigos”.

Pederneiras acredita na generosidade como o maior motivador do sucesso do grupo, que estreou em agosto uma temporada de espetáculos em comemoração aos 40 anos da companhia mineira. O incentivo surgiu ainda dentro de casa, quando os pais de Rodrigo, Pedro, Paulo e Miriam perceberam o envolvimento que tinham com a dança, e decidiram ceder a própria casa para a criação de uma escola de dança, que futuramente se tornaria a companhia de maior prestígio do país. “A companhia foi montada em 1975 na casa dos meus pais. Eles alugaram um apartamento e o Grupo Corpo começou na casa onde morei”, relembra Rodrigo.

A ideia de ter uma companhia surgiu ainda no início da década de 70, com um grupo de bailarinos que sonhava com uma carreira na dança. “No Festival de Inverno da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) conhecemos o coreógrafo argentino Oscar Raiz e criamos uma afinidade grande, um sonho em comum de um dia viver da dança”. Neste período, Rodrigo foi convidado a dançar na companhia de Oscar, em Buenos Aires, e quando retornou a Belo Horizonte, encontrou a antiga turma pronta para colocar em prática o sonho de criar a primeira companhia profissional de dança de Belo Horizonte.

O PRINCÍPIO E OS MEIOS

Muitas histórias marcaram a trajetória do coreógrafo nesses 40 anos de Grupo Corpo. “Começamos com o balé Maria Maria (1975), um grande presente e um lindo trabalho com trilha de Milton Nascimento, coreografia de Oscar Raiz e roteiro de Fernando Brant”, lembra Pederneiras sobre o primeiro balé da companhia. Maria Maria ficou em cartaz por seis anos e percorreu 14 países.

No início da década de 80, uma nova fase se inicia, quando Pederneiras assume a direção artística e coreográfica da companhia. O primeiro espetáculo sob sua tutela foi Prelúdios, uma leitura cênica da interpretação do pianista Nelson Freire para os 24 prelúdios de Chopin. “Com o balé Prelúdios, em 1985, o Grupo Corpo deslanchou, foi um sucesso e o grupo estourou neste trabalho”, conta. A fase se renova com a virada para os anos 90, que para o coreógrafo é a mais importante. “Comecei a pensar numa dança brasileira que fosse nossa maneira de ser, de se mover.” Nessa fase, o Corpo conquistou sua personalidade própria com movimentações muito características. Isso fica evidente no encontro de Pederneiras com o instrumentista Marco Antônio Guimarães e seu grupo, o Uakti, para a criação do balé 21. “Esse trabalho deu início à fase em que coloquei uma marca no grupo, um estilo próprio. Foi a fase mais importante para a companhia.”

O CORPO SE REINVENTANDO

Nas quatro décadas da companhia, apenas dois balés não foram coreografados por Pederneiras: Maria Maria, de Oscar Raiz, e Mulheres, em 1988, de Suzanne Link. Na comemoração dos 40 anos do grupo, o coreógrafo percebeu que era momento para uma renovação. “A comemoração acontece com as duas peças e a apresentação de Cassi”, referindo-se à jovem coreógrafa paulista Cassi Abranches, que atuou como bailarina da companhia por 13 anos e assina o balé que abre a programação. “Logo, logo, chegará a hora de eu passar o bastão”, brinca. Ele garante que não pretende parar de coreografar, mas está muito satisfeito por ter escolhido o momento de dar a oportunidade a Cassi. “Estou de olho nela e a preparando já há quatro anos. É um ar fresco chegando, e é importante essa renovação”.

COMEMORAÇÕES NO PALCO

O dia 5 de agosto marcou a estreia, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, do balé Suíte Branca, coreografado por Cassi Abranches, com trilha do músico Samuel Rosa, do Skank. “A Cassi faz parte desta comemoração, quero apresentar a chegada dela e do Samuel, onde um coreografa e outro compõe pela primeira vez para o Corpo. É como uma página em branco que está sendo preenchida. Um recomeço”. Suíte Branca é um balé inspirado em memórias misturadas com ideias recentes, físicas e espaciais, e um apanhado do caminho do grupo. “Suíte Branca é uma peça muito bacana, muito pra cima, rock’n’roll”.

O outro balé apresentado, Dança Sinfônica, tem coreografia de Pederneiras, trilha de Marco Antônio Guimarães com a Uakti, em parceria com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. “É a quinta vez que o Corpo faz parceria com Marco. Para esse trabalho, ele compôs várias peças com a Orquestra, gravaram e depois Marco uniu com instrumentos da Uakti.” O vigor e a força criativa presentes nas comemorações refletem em um balé com a personalidade e a linguagem que é única no grupo. “A peça fez um apanhado do caminho que o Corpo percorreu.”

PROGRAMAÇÃO

A comemoração dos 40 anos do Grupo Corpo, com a apresentação dos balés inéditos Dança Sinfônica e Suíte Branca, iniciou entre os dias 5 e 9 de agosto no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, depois seguiu para o Teatro Alfa, em São Paulo, de 12 a 16 de agosto, e termina com uma temporada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 3 a 7 de setembro. Depois, a companhia segue para Lyon, na França, apresentando os balés Triz e Parabelo, de 25 de setembro a 4 de outubro.

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